Fonte: CCEE

Na primeira semana operativa de junho, o PLD descolou do teto. É primeira vez que isso ocorre nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste desde a redução do PLD teto, no início de 2015, quando passou de R$ 822,83/MWh para R$388,48/MWh.

Os fatores que favoreceram essa redução do PLD em junho foram os seguintes:

  •  Vazões observadas em Maio:

Fechamento da ENA mensal verificada em maio no submercado Sudeste. O valor foi considerado no modelo formador de preços, o NEWAVE. Todo mês, essa curva é alterada com a atualização da ENA referente ao mês anterior. Na curva de maio, a ENA mensal de abril havia sido de 84% da MLT no Sudeste e, em junho, a ENA de maio ficou em 99% da MLT. Esse reflexo positivo gerou uma curva de custo futuro inferior;

  •  Nível dos Reservatórios

O nível dos reservatórios apresentou crescimento no armazenamento entre abril e maio, exceto no Nordeste. Esse cenário no início do período seco influenciou a curva de custo futuro para junho.

Fonte: ONS

Fonte: ONS

  • Carga de Energia:

A carga de energia prevista para junho está 0,3% superior a 2014 de acordo com a 2ª Revisão Quadrimestral da Carga e há uma redução da carga prevista para as próximas semanas.

O PLD permanecerá menor?

O quadro de sensibilidade abaixo aponta as possíveis variações no CMO, que compõe o PLD, para a próxima semana. Vale ressaltar que o Limite Superior diz respeito a um cenário otimista de vazão que reflete em um PLD menor, pois teoricamente há mais água disponível para a geração hídrica. O Limite Inferior demanda maior geração térmica e, consequentemente, um CMO mais elevado.

Fonte: ONS

Fonte: ONS

Legenda:
LS – Limite superior
VE – Valor Esperado
LI – Limite inferior

Caso a média mensal das ENAs da 1ª semana operativa de junho se comporte de acordo com o valor esperado, definido na tabela acima, é possível que o PLD da próxima semana seja de R$371,62/MWh, conforme mostra a tabela abaixo.

Fonte: ONS

Fonte: ONS

No entanto, ainda é prematuro afirmar que o PLD se manterá neste patamar. Pois a média histórica de vazão nos rios é menor no período seco sendo mais fácil ter vazões próximas à média histórica e influenciando o modelo formador de preço a gerar cenários menos pessimistas.

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