Previsão do ONS é influenciada por contexto macroeconômico negativo

O Operador Nacional do Sistema (ONS) divulgou no dia 11 de dezembro a previsão da carga de energia para os próximos quatro anos. A projeção foi revista e reduzida até 2019. Para 2016, o órgão estimava anteriormente uma necessidade de cerca de 65,5 mil MWm e apontou uma diminuição de 1,6% neste volume para o período.

Fonte: Operador Nacional do  Sistema (ONS)

Fonte: Operador Nacional do Sistema (ONS)

A carga de energia corresponde à projeção do que será consumido no país em períodos futuros e é divulgada periodicamente pelo ONS. A revisão da carga é uma variável que impacta no modelo de formação de preço de curto prazo, o Newave, que gera o PLD. A redução da demanda de energia implica em menor necessidade de despacho térmico para atendimento do sistema interligado nacional e possível redução do preço de curto prazo.

As previsões têm relação próxima com o andamento da economia no país, que impacta o ritmo de produção e consumo em diversos setores. Neste relatório, o ONS registra a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2015 e 2016 em relação à divulgada em agosto na 2ª revisão quadrimestral, saindo de -1,2% para -3% e 1,1% para -2%, respectivamente. Já o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado ontem, indica perspectiva de retração de -2,67% do PIB em 2016.

Outros fatores considerados na análise do ONS foram a elevação na taxa Selic, que inibe o crédito e aumenta o endividamento das famílias, e o aumento no valor das tarifas de energia elétrica, que induz a menores níveis de consumo em geral.

Fonte: Operador Nacional do Sistema (ONS)

Fonte: Operador Nacional do Sistema (ONS)

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