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Quais são as projeções de carga, oferta e outros avanços para o setor elétrico

As primeiras medidas para prevenção ao novo coronavírus foram adotadas em março. Esse mês, completamos três meses de desaceleração econômica. Com ela, o setor elétrico já sofreu diferentes efeitos e adotou algumas ações para minimizar esses impactos.

Separamos aqui, as projeções para mercado de energia diante desse cenário. Mas antes, vale lembrar o que já vimos até o momento…

Aqui no Panorama Comerc, já falamos sobre os primeiros efeitos sentidos pelos agentes de energia, como aumento da inadimplência e redução do consumo.

Leia mais: 4 efeitos da crise covid-19 no setor elétrico

Também abordamos as medidas adotadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para alívio da cadeia.

Leia aqui: 6 medidas anticrise adotadas pelo setor elétrico com a crise covid-19

A conta-covid, publicada no dia 18 de maio, veio para liberar recursos às distribuidoras. Para ampliar a conversa sobre esse empréstimo que tem gerado grandes debates no setor, a MegaWhat convidou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira, e o advogado Gustavo de Marchi, sócio da área de infraestrutura e regulação de energia de Décio Freire Advogados e presidente da Comissão de Energia do Conselho Federal da OAB, para o MegaWebinar  “Conta-Covid, revisões tarifárias extraordinárias e contratos”.

Para conferir na íntegra, acesse aqui.

Projeções do mercado de energia

A cada quatro meses o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulga a Revisão Quadrimestral de Carga, com as projeções de crescimento de carga de energia para a próximos cinco anos com base nos dados da economia do Brasil.

Com isso, diante da desaceleração econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus que ainda nos traz cenários de incertezas, estão sendo feitas revisões extraordinárias.

O que é possível notar é a redução de carga nas revisões. Na primeira revisão, foi considerado o Produto Interno Bruto (PIB) de 0%, já na revisão extraordinária, de -5%. Com isso, vemos uma queda de 4,9 GW de carga em 2020 referente ao planejado.

Entenda mais detalhes abaixo:

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Fonte: MegaWhat

Um ponto importante é a evolução da representatividade do mercado livre de energia na carga do país. Em 2015, esse ambiente representava 25% de toda carga e, em 2019,30%.

Vale lembrar que a crise sofrida no Brasil em 2014-2015 também afetou a carga, sendo recuperada apenas em 2018. O que reforça como o consumo de energia está diretamente atrelado à economia de um país, com aumento de atividades industriais, de serviço e consumo.

Com essa redução expressiva de carga, ainda não há previsão para retomar os leilões de geração de energia que estão suspensos por conta da pandemia. Segundo o presidente da EPE, Thiago Barral: “no ambiente em que as distribuidoras estão sobrecontratadas e há sobra de energia no curto e médio prazo, ampliar os investimentos em geração pode agravar o problema e aumentar o custo para o consumidor final, porque alguém precisa pagar pelo investimento”.

Leia mais aqui: EPE: Não há necessidade de ‘correr’ para fazer leilão de geração esse ano, diz Thiago Barral

Mas há projeções otimistas para as aberturas do mercado de gás natural e para o mercado livre de energia. Estamos vendo avanços regulatórios para ambos, que trazem muitos benefícios ao consumidor, como redução de custos e liberdade de negociação.

Assista aqui webinar organizado pela MegaWhat para essa discussão.

Estudo Quadrimestral da MegaWhat

A MegaWhat, empresa de conteúdo e inteligência do grupo Comerc, realiza estudos quadrimestrais com um olhar profundo sobre o setor elétrico.

O último foi divulgado no dia 26 de maio. Caso queira ler com mais detalhes, acesse a análise completa.