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Movimentos do mercado de gás natural

Por Comerc Energia 31/01/2020

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Movimentos do mercado de gás natural

Por Comerc Energia 31/01/2020

Quais são as expectativas do setor para a abertura do mercado de gás natural no Brasil

Leilão para venda de parte do gás natural importado da Bolívia, queda de preços do gás no mercado mundial, busca pela segurança energética no Brasil e outros movimentos mostram a abertura do mercado de gás natural no país cada vez mais próxima.

O insumo é o menos poluente entre os combustíveis fósseis e está sendo cada vez mais usado no mundo por indústrias e para geração de energia elétrica, por ser uma fonte mais limpa e competitiva.

Mas ainda existem alguns gargalos no Brasil que precisam avançar. A infraestrutura do país, por exemplo, ainda é deficitária. Temos, atualmente, 44 mil quilômetros de dutos para transporte e distribuição, enquanto os EUA têm mais de 4 milhões de quilômetros.

A malha dutoviária está localizada predominantemente na costa brasileira e a região central do país não tem acesso a esse recurso, o que prejudica as indústrias do centro.

A Empesa Pesquisa Energética (EPE) criou um Plano Indicativo de Gasodutos que prevê a ampliação de mais 1.969 quilômetros na malha de gasodutos, ampliando e conectando-se aos já existentes.

O mercado livre de gás natural e o papel dos agentes

Todos os agentes do setor de Gás Natural esperam pela abertura desse mercado. O Brasil precisa criar demanda para essa oferta que virá. Isso porque as petrolíferas estão produzindo Gás Natural e não conseguem destiná-lo porque não têm acesso aos dutos de escoamento.

O cenário regulatório de Gás Natural no Brasil é muito diferente do setor elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regula todo o setor elétrico no país, desde a geração até o consumo. No setor de Gás Natural, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é responsável pela regulamentação nacional dos processos de produção, escoamento, tratamento e transporte.

Já a distribuição é concessão dos estados e é regulada pelas Agências Estaduais. Atualmente, são 27 distribuidoras de gás, sendo que 19 têm participação da Petrobrás.

As grandes companhias petrolíferas são as principais produtoras de Gás Natural no Brasil, uma vez que a produção do gás está diretamente associada ao processo produtivo do petróleo.

A partir da produção, o Gás Natural passa pelos gasodutos de escoamento, pelas centrais de tratamento, pelos gasodutos de transporte, pelas distribuidoras para, enfim, chegar ao consumidor.

Além da oferta nacional a partir do pré-sal, o Brasil também tem uma oferta competitiva de Gás Natural com importação da Bolívia, da Argentina e do mercado internacional de GNL (Gás Natural Liquefeito), que nada mais é do que o Gás Natural no estado líquido para ser transportado.

A alternativa ao mercado brasileiro seria a exportação via GNL. Mas é muito mais vantajoso para os produtores vender no mercado nacional. Sendo assim, o mercado livre de Gás Natural está sendo mais esperado e agilizado.

Mas por ter distribuidoras independentes, cada estado avança em uma velocidade diferente. Em São Paulo, por exemplo, a Comgás já atualizou a tabela de tarifas e incluiu a tarifa para o usuário livre

O nosso canal de podcast, o Comercast, já tratou algumas vezes sobre a abertura de gás natural e outros temas desse mercado.

Também gravamos um webinário sobre as Expectativas e Oportunidades desse setor. Confira a conversa completa no vídeo abaixo.

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