#10YearsChallenge do futuro da energia

O último Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) divulgado mostra as perspectivas para o futuro da energia no país e quais são as tendências do mercado

No início do ano, nossas redes sociais foram invadidas com o desafio dos 10 anos em relação ao presente e ao futuro, o #10YearsChallenge. Nossa proposta agora é fazer uma análise diferente: observar o futuro da energia, como está o setor elétrico nos dias de hoje e quais são as expectativas para os próximos anos.

Para essa matéria, usamos como base uma análise feita pela MegaWhat, a empresa de inteligência em energia da Comerc Energia que será lançada no mercado ainda em 2019.

O que é o Plano Decenal de Expansão de Energia?

O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) é um documento elaborado anualmente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que tem como principal objetivo mostrar as perspectivas para a próxima década do setor elétrico.

O último PDE divulgado é o de 2027, que foi divulgado em 2018, e a sua principal mensagem é a diversificação de fontes limpas e mais competitividade no setor com privatizações.

Sabemos que ele não determina exatamente o que vai acontecer, mas ele mostra quais são os possíveis caminhos que o mercado deve seguir de acordo com as políticas e medidas atuais.

Como será o consumo e de energia no Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2,8% ao ano até 2027. Consequentemente, o consumo de energia elétrica também crescerá e deve ser ainda mais acelerado do que a economia. A taxa média é de 3,6% ao ano.

As perdas de energia devem seguir o mesmo ritmo por 5 anos (até 2022). Hoje, a média de perdas na rede elétrica é de 19,5% devido à falta de investimentos para minimizar esse problema. Mas, de 2022 a 2027, esse índice pode ter uma discreta redução, atingindo 18,6%.

Confira abaixo a previsão de consumo de energia elétrico para cada submercado:

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)/ Estudo: MegaWhat

Com a expectativa de aumento do consumo, os órgãos reguladores do mercado de energia precisam se antecipar e programar o aumento da oferta de energia elétrica, considerando o crescimento de 3,6% ao ano.

Com todos os cálculos e estudos realizados, chegou-se à conclusão de que, entre 2022 e 2027, devem ser investidos R$ 156 bilhões para expansão de oferta e para suprir a demanda de energia do país.

Para essa expansão, é preciso investir em infraestrutura e uma das soluções para isso são os leilões de energia. Entenda um pouco mais sobre leilões de energia aqui.

Considerando as perspectivas para o Brasil, o Sistema Integrado Nacional (SIN) deve ter 216 GW de potência instalada até 2027.

A Rede Básica de transmissão deve aumentar. Em 2017, o sistema de transmissão tinha 141.576 km de extensão e espera-se que, em 2027, esse número cresça para 196.816 km do Sistema Interligado Nacional.

Serão, no total, mais 55 mil km de linhas de transmissão, resultados de mais de R$ 100 bilhões de investimento.

Baterias para armazenamento de energia entram no sistema elétrico

Uma nova tendência para os próximos anos é a presença de tecnologias de armazenamento de energia. A partir de 2022, essa passa a ser uma alternativa para o incremento da potência instalada no SIN e a previsão é de 13,1 GW em 2027.

Leia também: Comerc Energia se une à MicroPower para oferecer serviço de armazenamento de energia elétrica em baterias no Brasil

Fonte: EPE | Estudo: MegaWhat

 

O futuro da Eficiência Energética

A eficiência energética é quando tornamos o nosso consumo de energia mais eficiente. Até 2027, espera-se que o Brasil deixe de consumir 41 TWh com eficiência energética. O que mostra um grande avanço nessa área do setor, uma vez que, em 2018, esse número atingiu apenas 3 TWh.

Entenda mais sobre eficiência energética aqui.

Para se ter ideia da grandeza desse dado. 41TWh é o equivalente a parte brasileira da Hidrelétrica Itaipu e uma Hidrelétrica Xingó.

#10YearsChallenge do futuro da energia

Essa análise mostra como as fontes renováveis estarão cada vez mais presentes na matriz energética do Brasil e serão essenciais para atender o crescimento da demanda de energia no país. Soluções de energia solar, eólica e tecnologias para armazenamento serão mais presentes e a geração distribuída deve ser mais expressiva e pode mudar a dinâmica de geração de energia.

Será uma década de inovações no setor elétrico brasileiro que, até então, foi baseado em geração de energia com grandes empreendimentos como a Usina Hidrelétrica de Itaipu, o que mostra um novo cenário e tendências para o mercado.

Estudo realizado pela MegaWhat, empresa de Inteligência em energia da Comerc Energia que será lançada no mercado ainda em 2019.

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