Após três meses de queda, setor têxtil tem crescimento no consumo de energia em agosto

De acordo com o Índice Comerc, veículos, embalagens e materiais de construção continuam liderando o ranking dos maiores consumidores de energia

Após três meses de queda, o setor têxtil, de couros e vestuário registrou, em agosto, crescimento de 0,32% no consumo de energia elétrica, se comparado ao mesmo período de 2017. Apesar de próximo da estabilidade, o dado é uma boa notícia para um setor que registrou sequenciais quedas de 4,72% (maio), 5,30% (junho) e 1% (julho).

“O Índice Comerc reforça a recente sondagem da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), que aponta que 90% das associadas tiveram um mês de agosto positivo. O crescimento nas vendas resultou em ampliação na produção de olho nos lançamentos das coleções de primavera-verão. Esta retomada da atividade têxtil está representada no crescimento do consumo de energia que registramos no mês passado”, afirma Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc Energia.

Ao contrário do que aconteceu com o setor têxtil, os mercados de alimentos e comércio continuam amargando resultados negativos de consumo de energia. O cenário de comércio e varejo é mais complicado, somando quedas em seis dos oito meses do ano.

 

Bons resultados

Se os mercados têxtil, de alimentos e comércio ainda buscam dar a volta por cima, os setores de veículos, embalagens e materiais de construção seguem no Top 3 do Índice Comerc. Após dois meses crescendo na casa dos dois dígitos, o resultado em agosto foi de 8%. Logo a seguir, aparece o segmento de embalagens (7,62%) e materiais de construção (6,86%).

 

Considerando todos os setores, o crescimento do consumo de energia elétrica no Brasil em agosto foi de 2,07%. No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, o incremento é de 1,06%, se comparado ao mesmo período de 2017.

O Índice Comerc Energia, publicado mensalmente, leva em conta o consumo das cerca de 1.600 unidades na sua carteira, pertencentes a mais de 820 grupos industriais e comerciais que compram energia elétrica no mercado livre.